Educação Brasileira


Nas folhas dos jornais, nos discursos políticos, nas reportagens denunciantes dos telejornais, a educação brasileira é sempre um tema central e muito recorrente. Apesar de concordar com o senso comum, há que se confirmar que a educação pública está sempre aquém de onde deveria e poderia estar. O quadro crítico é conhecido de todos e vivenciado dia-a-dia pela maioria: crianças e jovens semi-alfabetizados, professores mal pagos e mal formados, escolas muitas vezes em condições precárias. Nada parece corresponder às expectativas de um país que chama a si mesmo de “país do futuro”.

Pública, gratuita, laica e obrigatória, a educação passou a ser assim construída na década de 30, com a criação do Ministério da Educação sob o governo de Getúlio Vargas. A partir de então, leis, planos e programas de atuação foram implementados para conduzirem o país na área educacional, concentrando num só esforço Estado e sociedade, com especial atenção ao núcleo familiar. O passar das décadas, no entanto, não trouxe ao presente uma situação confortável. Entre tantos estudos estatísticos, pode-se apontar alguns dados: 

Como país emergente, o Brasil foi o último colocado entre os países que estão se inserindo na “sociedade do conhecimento”, em estudo feito pelo Banco Mundial;  

Mesmo sendo forte economia entre os latino-americanos, no quesito educação está atrás dos países vizinhos; 

As principais deficiências educacionais são em matemática, ciências e leitura. Quanto a esta última, em estudo realizado pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), quase metade dos estudantes de 15 anos não corresponderam ao nível básico de desenvolvimento esperado;

Apesar da situação crítica, não se pode negar que a educação seja o caminho certo para o desenvolvimento pleno. Como estudantes de uma universidade pública - mantida por tantos que nunca chegaram a desfrutar dela – o objetivo, ao nos organizarmos nesse grupo de voluntários, é servir, tornando-nos também responsáveis pelo desenvolvimento educacional de outros, no caso, de crianças.

Acreditamos que nossa atuação gera benefícios recíprocos, com estudantes do ensino fundamental e universitário trocando experiências e conhecimentos, pois todo ensino e aprendizagem se confundem em um processo benéfico. Adotamos o compromisso de agirmos para o bem da educação, de forma que ela possa chegar a seus receptores de forma mais expansiva, qualitativa, e, portanto, justa.