Esse quarto dia era crucial para o desenvolvimento do projeto. Era nessa sexta-feira em que iríamos iniciar nosso trabalho propriamente dito. Até então, estávamos apenas nas atividades introdutórias, mas as dinâmicas semanais de fato, começariam agora!
E já que a partir de agora começamos as dinâmicas de fato, cabe explicar qual é o padrão das nossas atividades.
Chegamos à escola às 12:50 e acompanhamos as crianças até a sala de aula. Uma vez em sala, sentamos em círculo no chão e realizamos a chamada, anotando, além da presença, as crianças que levaram a atividade proposta na semana anterior. Após a chamada, há dois tipos de abordagem que podemos realizar: ou retomamos a parte da história do Gibi trabalhada na semana anterior, ou iniciamos a leitura de uma nova história. Depois, ocorre a discussão acerca de algum tema previamente estabelecido relacionado ao conteúdo lido, seguida da proposta de atividade para casa que deve ser entregue na semana subsequente.
Em resumo, essa é a nossa rotina, há algumas coisas a mais, como os indicadores de leitura e ortografia que criamos para mensurar o desenvolvimento das crianças, mas deles comentamos em momento mais oportuno.
Mas deixemos um pouco essa discussão de lado e vamos ao que importa: o quarto dia!!
As crianças continuaram a todo o vapor! Antes do início do projeto, na montagem do planejamento, muitos de nós não sabiam ao certo como seriam encaminhadas as discussões em sala. Trocando em miúdos: não sabíamos exatamente que tipo de discussão seria muito avançada para as crianças do 5° ano e que tipo de abordagem seria muito trivial. Contudo, na semana anterior, já havíamos tido uma mostra do grande potencial que há naqueles alunos do 5° ano da escola Prof. Roque de Magalhães Barros, então estávamos mais à vontade sobre como realizar as atividades.
E as crianças foram participativas! Muito participativas!! O que, por incrível que pareça, tem também seu lado negativo. Muitos queriam responder às perguntas e acabavam por fazê-lo ao mesmo tempo. E na ânsia de serem ouvidos, o tom de voz ia naturalmente se elevando. A euforia na participação de alguns deles foi tamanha, que o círculo em que estávamos sentados foi gradualmente diminuindo, já que eles avançavam cada vez mais para o centro, na tentativa de responder e serem ouvidos.
A situação foi evoluindo tão lenta e gradualemente que, quando percebemos, já estávamos à beira de uma bagunça generalizada.
:O
Mas felizmente não foi muito difícil restabelecer a ordem :) Assim que percebemos os rumos para o qual as coisas estavam se encaminhando, paramos, fizemos com que eles se acalmassem novamente, refizemos o círculo e passamos a exigir que só respondesse quem tivesse levantado a mão anteriormente. Felizmente deu tudo certo.
Ao final dessa sexta-feira, como de praxe, mandamos as tarefas para casa e nos despedimos. Porém, no balanço final do dia, algo estava claramente fora do nosso agrado, e isso tem justamente a ver com a excessiva participação de alguns dos alunos. A questão não diz respeito ao início da bagunça, que conseguimos contornar com certa facilidade. O que nos incomodou foi a não participação de algumas crianças.
Atribuímos isso à timidez de alguns deles, natural a crianças nessa fase. E, como se não bastasse, a euforia dos outros potencializou esse efeito, tornando ainda mais difícil a participação dos mais quietos e tímidos.
Isso absolutamente não nos agrada: queremos trazer todos para a discussão!
Já discutimos esse problema, e tivemos algumas propostas de como resolvê-lo. A solução foi aplicada na semana seguinte, e parece ter dado muito certo. No próximo post, escrevo mais a respeito disso.
Até mais!
Ong Andorinha
Voando a favor da cidadania
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